{ reflexão semanal }

Newsletter nº18/2026

Trabalhando como instrumentos escolhidos

por C.C. Simpson

O mercado expõe seu fardo rapidamente. Um acordo que se desmorona. Um líder de confiança que vai embora. Os números que caem. A Administração que quer respostas já. A sua equipe que o observa e tenta ler o seu rosto. Em casa, a pressão não diminui. As decisões esperam. As conversas perduraram. E algures no meio de tudo isto, o pensamento surge e não desaparece: isto é demais para mim.

Esse momento diz-lhe algo. Não apenas sobre a situação, mas sobre aquilo em que acredita. Presumimos que o impacto seja muito fraco e que sejamos muito fracos. Esse é o reflexo. Mas, e se isso não for verdade? E se o fardo não estiver deslocado? E se fosse medido?

As Escrituras continuam a pressionar o nosso instinto de fugir da pressão. Noé carregou o fardo da conformidade quando mais ninguém o compreendeu. José suportou a traição e o atraso antes de assumir a liderança. Moisés ficou diante do Faraó a gaguejar e com um cajado. Daniel manteve-se firme num sistema hostil que o queria remodelar. Estes não eram homens que evitavam o peso. Eram homens moldados por ele.

Paulo pode ser o exemplo mais claro. Outrora perseguidor, ora pregador. Quando o Senhor o chamou, Ele não falou vagamente. Ele disse: “Ele é o meu instrumento escolhido” (Atos 9:15). Não é aleatório. Não é acidental. Escolhido. Um instrumento não é escolhido porque é conveniente. É escolhido porque se adequa.

A mente de Paulo, o seu treino, a sua resistência, até o seu passado, tudo foi transformado em algo que Deus pudesse usar. A tarefa era pesada, mas não era descuidada. O instrumento correspondia à missão. É assim que Deus trabalha. Os instrumentos escolhidos transportaram o que o momento exige. Por vezes, isto parece claro quando todos estão ansiosos. Por vezes fica calmo quando a pressão aumenta. Por vezes é compaixão quando as pessoas estão esgotadas. Por vezes é difícil quando desistir começa a parecer razoável. O fardo revela o que foi construído em si.

Paulo conhecia a pressão. Não é teoria. Realidade. Escreveu: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; ficamos perplexos, mas não desanimados” (2 Coríntios 4:8). Isto é estrutura. A tensão era real, mas não o possuía. O fardo não o corteja porque Deus já o estava moldando para o resistir. O mesmo é verdade para si.

As lições que aprendi da maneira mais difícil. As disciplinas formaram-se quando ninguém estava a ver. Até as feridas que nunca teria escolhido. Nada disto é desperdiçado. Deus não desenvolveu instrumentos cegamente. Sabe exatamente o que será necessário e prepara-se de acordo. Portanto, se sentir o fardo, não se apresse a assumir que algo está errado. Pode ser que algo lhe tenha sido confiável. Antes de pedir que o mesmo seja retirado, peça forças para o carregar bem. Peça sabedoria. Peça resistência. Peça clara no meio da pressão. Deus não chama e depois recua. Ele equipa. Ele sustenta. Ele termina o que começa.

O peso pode ser real. Mas não é aleatório. O mesmo Deus que colocou este momento diante de si é Aquele que o preparou para permanecer n’Ele. Não está a carregar algo arbitrário. Está a carregar algo designado. E, por vezes, a diferença entre falhas e lideranças é simplesmente acreditar que o que Deus colocou sobre os seus ombros não foi um erro. É um chamamento.

Partilha esta Reflexão

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; ficamos perplexos, mas não desanimados” (2 Coríntios 4:8)

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.