{ reflexão semanal }

Newsletter nº8/2026

O Poder do “Não”

por C.C. Simpson

Ao que disse “não” hoje? A maioria de nós apressa-se a contar os nossos “Sins” – novos projetos, novos clientes, novos compromissos, novas oportunidades. Empilhamo-los como troféus, convencidos de que atividade é igual a valor. Mas não são as coisas a que dizemos “sim” que nos definem. São as coisas a que dizemos “não” que fazem a diferença. Ronald Rolheiser escreveu um dia: “Cada escolha equivale a mil demissões”. Dizer sim a uma coisa é dizer não a milhares de outras. Não pode evitá-lo. A questão não é se dirá não; é ao que dirá não.

Encontramos o exemplo perfeito na Bíblia: Jesus viveu com este tipo de clareza. Depois de uma longa noite de cura em Cafarnaum, os Seus discípulos foram procurá-Lo. “Toda a gente está à tua procura”, disseram, como se isso fosse motivo suficiente para permanecerem onde estavam. Mas Jesus disse não. “Vamos para as próximas cidades, para que eu pregue também lá, pois foi para isto que vim” (Marcos 1:38). Não estava a ser insensível ou descuidado. Ele simplesmente sabia que já tinha dado o Seu “sim”. Isso libertou-O para dizer não, mesmo às coisas boas e urgentes.

Dizer “sim” por medo:
É aí que muitos de nós desmoronamos. Continuamos a dizer sim por medo – medo de perder, medo de desiludir as pessoas, medo de ser deixado para trás. Mas sins intermináveis ​​não são sinais de força. São sintomas da escravatura. Um sim para tudo acaba por se tornar um não para o que é mais importante. É a exaustão disfarçada de importância.

Um tempo para tudo o que importa:
O escritor de Eclesiastes coloca isto de forma simples: “Para tudo há um tempo determinado, e um tempo para cada assunto debaixo do céu” (3:1). Este não é um versículo sentimental para imprimir numa caneca de café. É uma linha de desafio espiritual contra a tirania do urgente. Não pode fazer tudo de uma vez e chamar a isso obediência. Há um tempo para o que Deus o designou fazer; ter a coragem de o guardar com um “não” é o que o mantém sagrado.

Discernimento sobre o impulso:
O apóstolo Paulo é mais direto com os seguidores de Jesus na antiga Éfeso: “Olhem então como andais, não como tolos, mas como sábios, aproveitando o tempo da melhor maneira, porque os dias são maus” (Efésios 5:15-16). Sabedoria não significa colocar mais na sua agenda; trata-se de identificar o que é mais importante e recusar o que não interessa. Os sábios não correm mais depressa. Funcionam de forma mais eficiente. Compreendem que o discernimento é mais poderoso do que o impulso.

Compreendendo os seus alicerces:
Pense na sua semana. Cada sim custa algo: tempo com o seu cônjuge, estar presente com os seus filhos, atenção à sua alma e uma amizade cada vez mais profunda com Deus. Se a sua vida parece sobrecarregada e escassa, não é porque é demasiado importante. É porque deixou de proteger o essencial. O trabalho nunca o fará por si. A sua empresa pedirá sempre mais. A sua indústria pressionará sempre mais. Tem que estar em guarda; proteja você mesmo o que é sagrado.

Fé.
Casamento.
Família.
Comunidade.
Chamada de Deus.

Estas são as bases de sustentação da sua vida. Se entrarem em colapso, tudo o resto desabará. Assim, faça uma pausa. Tire tempo para respirar. Faça novamente a pergunta: Ao que disse “não” hoje? Não por preguiça. Não por medo. Mas porque o seu “Sim” já foi dito, já foi assumido na presença de Deus.

Na Próxima Semana Há Mais!

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“Para tudo há um tempo determinado, e um tempo para cada assunto debaixo do céu” (3:1)

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