{ reflexão semanal }

Newsletter nº4/2026

O Longo Jogo da Fidelidade Acumulada

por C.C. Simpson

E se eu lhe desse duas opções: um milhão de dólares agora ou um único cêntimo que duplica de valor todos os dias durante 30 dias? Qual a opção que escolheria? A maioria de nós nem sequer faria uma pausa. Um milhão parece imediato, seguro e transformador. Um cêntimo parece descartável, mal vale o espaço que ocupa no bolso. Mas aqui está a matemática escondida: aquele cêntimo, duplicado todos os dias, transformar-se-ia em mais de 5,3 milhões de dólares num mês! Só na primeira semana aumentaria um cêntimo, dois cêntimos, quatro cêntimos, oito cêntimos, 16 cêntimos, 64 cêntimos.

Mas então experimentaríamos o poder silencioso daquilo a que a indústria financeira chama “capitalização ou efeito de acumulação ”. No dia 10, apenas 5,12 dólares. Mas no dia 20, pouco mais de 5.000 dólares. Ainda não é muito impressionante. Mas nos restantes dias a curva de crescimento explode. O que antes parecia invisível, de repente torna-se esmagadoramente aparente.

No Novo Testamento da Bíblia, o apóstolo Paulo aponta para uma realidade que se relaciona diretamente com este princípio de acumulação: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque no devido tempo colheremos, se não desistirmos” (Gálatas 6:9).

No mercado, fazer o bem, caminhar com integridade, praticar a generosidade e permanecer fiel a Jesus Cristo raramente parece algo demais. Parece pequeno. Escondido. Como aquele primeiro cêntimo. No entanto, cada ato é uma semente plantada no campo de Deus, e as sementes são compostas de formas que não podemos prever.

O desafio é duradouro e perseverante. Paulo adverte: “Não vos canseis.” Porquê? Porque o cansaço tenta-nos a desistir antes da colheita, fruto do nosso trabalho. Ser fiel na obscuridade nem sempre é gratificante. Muitas vezes parece despercebido: uma palavra gentil numa reunião de que ninguém se lembra. Uma oração sussurrada à sua mesa sem resposta imediata. Um relatório honesto quando ninguém está a verificar. Cada um parece esquecível. Mas não são. Cada escolha é uma semente, e Paulo promete que a colheita virá no tempo de Deus.

Isto vai contra a cultura do mercado. O sistema que nos rodeia idolatra a velocidade e a escala. Lucros trimestrais. Ofertas rápidas. Atalhos brilhantes. Mas o reino de Deus move-se a um ritmo propositado e deliberado. Ele valoriza os pequenos começos, a obediência constante e a fidelidade invisível que cresce silenciosamente até que, no tempo de Deus, explode com frutos para além da imaginação.

Pense em como funciona no seu trabalho:

Uma breve conversa enquanto se toma café planta a primeira semente do Evangelho no coração de alguém.

O investimento constante de um mentor num jovem profissional pode moldar as gerações futuras.

Um padrão fiel de generosidade, desenvolvido ao longo de décadas, alimenta o trabalho do Evangelho em todo o mundo.

Nada disto parece impressionante à primeira vista. São moedas lançadas na economia de Deus. Mas deixadas nas Suas mãos, multiplicam-se de formas que nunca poderíamos fabricar. Por isso, como diz Paulo, não se canse. Continue a plantar. Continue a semear. Continue a fazer o bem. Não porque os resultados surjam rapidamente, muitas vezes não, mas porque o Senhor da seara vê e é fiel. A obediência produz sempre frutos no tempo devido.

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“E não nos cansemos de fazer o bem, porque no devido tempo colheremos, se não desistirmos” (Gálatas 6:9)

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