Há alguns anos, o lendário treinador de uma equipa desportiva profissional iniciava o primeiro treino de cada nova época com um simples gesto. Segurando um objeto, dizia: “Senhores, isto é uma bola de futebol”. Porque é que ele começou assim? Os jogadores da sua equipa eram profissionais. Sabiam como era a bola. No entanto, o treinador de grande sucesso compreendeu um princípio importante: é útil voltar ao básico.
Muitos de nós participamos em conferências, workshops e seminários, todos concebidos para atualizar e aperfeiçoar conhecimentos e competências na profissão que escolhemos – para compreender melhor o nosso próprio “futebol”. Esta “educação contínua” pode ser inestimável não só para sobreviver, mas também para prosperar num ambiente de mercado altamente competitivo.
De forma semelhante, para aqueles de nós que professam ser seguidores de Jesus Cristo, voltar aos “básicos” do que a Bíblia ensina pode ser muito útil para O representarmos fielmente através das nossas atividades no local de trabalho. Quando estudei jornalismo na faculdade, ensinaram-nos a escrever artigos que fornecessem respostas a cinco aspetos básicos: Quem, O Quê, Quando, Onde, Porquê e Como. Os princípios das Escrituras são os mesmos:
Quem?
Normalmente vamos trabalhar todos os dias a pensar que estamos a trabalhar para um chefe, um departamento ou uma empresa. Em alguns aspetos, isto é verdade, mas uma passagem da Bíblia diz que temos um chamamento ainda mais elevado: “E tudo o que fizerem, quer em palavras, quer em ações, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai por meio d’Ele… Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens” (Colossenses 3:17,23).
O quê?
Todos nós temos cargos e descrições que descrevem as nossas responsabilidades diárias de trabalho. Mais do que isso, cada um de nós tem plataformas e esferas de influência únicas através das quais podemos representar Cristo e falar aos outros sobre Ele e sobre o que Ele fez por eles. “Somos, pois, embaixadores de Cristo, como se Deus fizesse o seu apelo por nosso intermédio…” (2 Coríntios 5:20).
Quando?
Uma das nossas primeiras responsabilidades como seguidores de Jesus é ensinar a verdade do Evangelho às nossas famílias sempre que temos oportunidade. De forma semelhante, devemos orar e procurar oportunidades para contar aos outros sobre Ele sempre que surge o momento oportuno. “Estes mandamentos que hoje vos dou devem estar no vosso coração. Imprimam-nos nos vossos filhos. Falem deles quando estiverem sentados em casa e quando caminharem pela estrada, quando se deitarem e quando se levantarem” (Deuteronómio 66-:7).
Onde?
Somos tentados a pensar que devemos representar Jesus Cristo apenas em ambientes religiosos. Mas Ele disse que O representamos em todo o lado. “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1:8).
Porquê?
O nosso desejo ao trabalhar é ganhar a vida, utilizando as nossas capacidades, dons e talentos na vocação da nossa escolha. Não há nada de errado nisso. Contudo, há uma razão ainda maior para nos esforçarmos para realizar o nosso trabalho de uma forma que honre Deus. Colossenses 3:24 diz-nos: “… uma vez que sabeis que recebereis uma herança do Senhor como recompensa. É ao Senhor Cristo que servis.”
Como?
Falar com outras pessoas sobre Jesus Cristo, por mais importante que seja, pode parecer difícil, até mesmo demasiado difícil. Mas não temos de o fazer sozinhos. Jesus disse: “sem mim nada podeis fazer” (João 15:5), e o apóstolo Paulo declarou: “Tudo posso naquele que me dá força” (Filipenses 4:13).
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