{ reflexão semanal }

Newsletter nº6/2026

A Sabedoria de Escolher as Suas Batalhas

por Eriana Mendoza

No mundo profissional, o conflito faz parte do percurso. Por vezes envolve críticas injustas, outras vezes um mal-entendido ou uma palavra dura. A tentação de ripostar pode ser forte – afinal, quem não quer ter a última palavra? Mas será que vale mesmo a pena? Todo o argumento merece a nossa atenção? Na maioria das vezes, a verdadeira marca de força não é vencer uma batalha verbal, mas sim ter o discernimento para saber quando o silêncio é a resposta mais sábia.

Jesus deu-nos um exemplo poderoso. Perante Pilatos, acusado injustamente, Ele não se defendeu. Permaneceu em silêncio – não por fraqueza, mas porque sabia que a Sua missão era maior do que aquele momento de confronto. “Mas Jesus ainda não respondeu, e Pilatos ficou admirado” (Marcos 15:5). Jesus compreendeu que a verdade não precisa de ser gritada para ser reconhecida. Ele é independente.

Séculos mais tarde, o empresário Henry Ford enfrentou uma situação semelhante, mas num contexto muito diferente. Depois de ser chamado de ignorante por um jornal, levou o caso a tribunal. Durante o julgamento, os advogados tentaram humilhá-lo com questões complicadas sobre história e geografia. Ford respondeu calmamente: “Se eu quiser a resposta a qualquer uma destas perguntas, posso carregar num botão e ligar a alguém que sabe disso. Então, porque é que deveria encher a minha mente com informações que não são essenciais para o meu propósito?”.

A sua resposta desarmou completamente o ataque. Ford não perdeu o foco nem se deixou abalar. Sabia quem era, o que estava a fazer e para onde queria ir – uma lição valiosa para todos nós.

Como empresários e profissionais cristãos, somos chamados a procurar esse mesmo tipo de sabedoria. A Bíblia recorda-nos: “Até os tolos serão considerados sábios se permanecerem calados, e discernidores se refrearem a língua” (Provérbios 17:28). Nem toda a batalha vale a pena ser travada. E mesmo quando é, por vezes a melhor escolha é esperar pelo momento certo. Aprendi com o meu pai que uma retirada estratégica também é sabedoria.

Antes de entrar numa discussão, faça uma pausa e pergunte-se:“Qual é o propósito disto?” ou “Onde quero que esta conversa leve?”Se a sua resposta for “para provar que tenho razão” ou “para satisfazer o meu ego”, talvez esteja na altura de dar um passo atrás. Algumas batalhas simplesmente esgotam-nos. Não nos ajudam a crescer; não constroem pontes – desgastam-nos. Quando nos mantemos focados naquilo que Deus nos chamou a fazer, evitamos distrações desnecessárias e demonstramos maturidade. Aqui ficam algumas sugestões sobre como aplicar esta sabedoria nas nossas vidas:

Discernir antes de reagir:
Nem toda a provocação merece resposta. Antes de falar, pergunte: “Isto vale a minha paz?” Lembre-se: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1).

Mantenha o foco no seu propósito:
Não desperdice energia a tentar convencer quem não quer ouvir. “Tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como se trabalhassem para o Senhor e não para senhores humanos” (Colossenses 3:23).

O silêncio pode falar muito:
Por vezes, avançar sem responder é a coisa mais forte a fazer. “Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, ou tu mesmo serás igual a ele” (Provérbios 26:4).

Ore antes de agir:
Se precisar de responder, deixe que as suas palavras sejam guiadas por Deus. “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá generosamente, sem criticar, e ela ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5).

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“Tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como se trabalhassem para o Senhor e não para senhores humanos” (Colossenses 3:23).

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.