{ reflexão semanal }

Newsletter nº14/2026

Olhando Para Além Das Aparências

por Rick Boxx

O executivo parecia certamente adequado. Era alto, atlético, irradiando um carisma que atraía as pessoas para si. Que impressão causava nas pessoas quando as conhecia e sobretudo quando falava em público! Assim, todos ficaram surpreendidos quando foi despedido por uso indevido de recursos da empresa. Isto fez com que as pessoas questionassem não só o executivo, mas também os valores da empresa. Como poderiam ter escolhido tal pessoa para assumir tais responsabilidades de liderança?

Infelizmente, esta não é uma ocorrência rara. Com demasiada frequência ouvimos ou lemos falar de um líder proeminente, bem conhecido e amplamente admirado, que caiu em alguma forma de desgraça moral ou ética. O que vemos nem sempre é o que obtemos. Como é que isso acontece? Como é que as aparências podem enganar tanto?

Encontramos um exemplo perspicaz no Antigo Testamento da Bíblia. É o relato de como o rei foi escolhido para suceder ao primeiro e muito falível rei de Israel, Saul. Deus instruiu o profeta Samuel a ungir o novo rei, que Ele disse que seria escolhido entre os filhos de um homem chamado Jessé. Depois de os filhos de Jessé se terem reunido, Samuel olhou para cada um e pensou que um ou dois pareciam ser de material real. No entanto, Deus não se deixou enganar pelas aparências exteriores. Disse a Samuel para olhar para além da superfície, para além das caraterísticas superficiais ao procurar identificar o homem que sucederia a Saul.

“Mas o Senhor disse a Samuel: ‘Não consideres a sua aparência nem a sua altura, pois Eu o rejeitei. O Senhor não olha para as coisas para que as pessoas olham. As pessoas olham para a aparência exterior, mas o Senhor olha para o coração'” (I Samuel 16:7). A passagem não oferece detalhes sobre a razão pela qual os outros filhos de Jessé não foram escolhidos, mas ficou claro que o filho mais novo – um humilde pastor chamado David – possuía as qualidades que Deus procurava para liderar o Seu povo escolhido, Israel.

A verdade deste exemplo bíblico é clara: a integridade é vivida profundamente dentro de nós, independentemente da aparência exterior. Infelizmente, porque não temos uma visão que penetre o coração de uma pessoa – o seu caráter – tendemos a avaliar as pessoas de acordo com a forma como se apresentam: como falam, se vestem, comunicações não-verbais e sinais comportamentais. Por vezes, as aparências externas e as características internas alinham-se, mas muitas vezes não. Como discernimos se alguém que pretendemos contratar, ou alguém com quem estamos a pensar trabalhar, é genuíno? Eis alguns critérios do livro de Provérbios:

Ensinabilidade:
É perigoso atribuir responsabilidades importantes a alguém que pensa que sabe tudo e não está aberto a correções e conselhos. “O homem sábio tem grande poder, e o homem de conhecimento aumenta as forças; para fazer a guerra é preciso orientação e para a vitória muitos conselheiros” (Provérbios 24:5-6).

Fidelidade:
Precisamos de encontrar pessoas que sejam de confiança, independentemente das circunstâncias. “Muitos homens afirmam ter um amor infalível, mas um homem fiel, quem pode encontrar?” (Provérbios 20:6).

Humildade:
Quando as pessoas se consideram muito bem, tendo os egos insuflados, geralmente surgem problemas. “Quando vem o orgulho, vem a desgraça, mas com a humildade vem a sabedoria” (Provérbios 11:2).

Controlo das emoções:
Uma pessoa propensa a explosões de raiva e outras emoções negativas pode ser destrutiva para a moral e harmonia da equipa. “O homem de conhecimento usa as palavras com moderação, e o homem de entendimento é equilibrado” (Provérbios 17:27).

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“Muitos homens afirmam ter um amor infalível, mas um homem fiel, quem pode encontrar?” (Provérbios 20:6)

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