{ reflexão semanal }

Newsletter nº42/2022

USAR PALAVRAS COMO ARMAS – NO BOM SENTIDO

por Rick Boxx

O falecido primeiro-ministro britânico Winston Churchill era um homem complicado com uma história pitoresca. Fez muitas proezas e passou por experiências políticas notáveis, mas os seus anos iniciais incluíram também alguns fracassos colossais. Felizmente para ele, Churchill é lembrado hoje pelas proezas da parte final da sua vida. A sua liderança corajosa estimulou o Reino Unido e os seus aliados a derrotar a Alemanha na II Guerra Mundial, quando a vitória parecia improvável.

Embora a estratégia fosse uma parte importante no sucesso de Churchill, o seu maior talento era o uso inteligente das palavras. De facto, a sua habilidade na comunicação verbal tornou-se na melhor arma britânica. Com uma cuidadosa escolha de palavras, Churchill sabia inspirar as pessoas e persuadi-las a apoiar ideias impopulares.

Eis uma amostra de algumas das mais notáveis e por vezes humorísticas citações do estadista:

«O sucesso não é definitivo; o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para prosseguir.»
«Os homens tropeçam ocasionalmente na verdade, mas a maioria deles levanta-se e apressa-se a caminhar como se nada tivesse acontecido.»

«Quanto a mim, sou um optimista — não parece muito útil ser qualquer outra coisa.»

«Ter sucesso é cair de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo.»

«Não basta fazermos o nosso melhor; às vezes, temos de fazer o que nos é exigido.»

Talvez a mais conhecida citação de Churchill, feita em 1941 durante a II Guerra Mundial, tenha sido: «Nunca se renda. Nunca se renda. Nunca, nunca, nunca, nunca se renda a coisa alguma — grande ou pequena, abrangente ou insignificante —, excepto às convicções de honra e de bom senso. Nunca se renda pela força. Nunca se renda ao poder aparentemente avassalador do inimigo.»

Cada uma destas afirmações dá muito que pensar. O líder britânico compreendia certamente o poder das palavras, mas não foi a primeira pessoa a reconhecê-lo. Milhares de anos antes, Salomão, o antigo rei de Israel, declarou: «Águas profundas são as palavras da boca do homem, e ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria.» (Provérbios 18:4). Alguns versículos adiante, Salomão também constatou: «A morte e a vida estão no poder da língua, e aquele que a ama comerá do seu fruto.» (Provérbios 18:21).

Poucos capítulos mais à frente, encontramos a seguinte avaliação do valor da palavra: «Há ouro e abundância de rubis, mas os lábios do conhecimento são jóia preciosa.» (Provérbios 20:15).

Todos nós conseguimos recordar-nos de momentos em que ouvimos falar pessoas que não tinham tão elevada consideração pela palavra proferida. É possível que já tenhamos sido vítimas de alguém que fez uso das palavras como armas para ferir, e não para o bem de todos os que o ouviam. Talvez seja por isso que também encontramos este alerta em Provérbios: «O que guarda a sua boca e a sua língua guarda das angústias a sua alma.» (Provérbios 21:23).

A aplicação destas verdades é óbvia: se queremos liderar ou influenciar outras pessoas, talvez motivando-as a seguirem numa nova direcção, precisamos de nos lembrar de que as nossas palavras podem fazer uma grande diferença. Estabelecer metas e objectivos é importante, bem como medir a produtividade e acompanhar as perdas e os ganhos. Mas as nossas palavras — quer as usemos para comunicar uma visão ou para inspirar e encorajar — estão entre as maiores «armas» à nossa disposição enquanto batalhamos nos desafios de cada dia.

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“Águas profundas são as palavras da boca do homem, e ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria.” Provérbios 18:4

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