{ reflexão semanal }

Newsletter nº29/2021

Tomar Posição em Defesa da «Conformidade Espiritual»

por Jim Langley

A nossa cultura parece estar em constante mudança por estes dias. Pessoalmente, cheguei à conclusão de que já não consigo acompanhar — muito menos conformar-me com — as muitas mudanças culturais que estão a acontecer à nossa volta. Houve um tempo em que eu aceitava estas mudanças sociais como sendo inevitáveis. No entanto, como seguidor de Jesus Cristo, compreendo agora que não posso aceitar muitas destas mudanças e estou a tomar posição em defesa daquilo a que chamo «conformidade espiritual». Somos chamados pelo nosso Senhor a seguir os Seus caminhos, e não a conformarmo-nos com os caminhos deste mundo.

Romanos 12:1-2 admoesta todos os cristãos, dizendo: «Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.»

Quando eu era um jovem oficial das Forças Armadas dos Estados Unidos, ensinaram-me a seguir as ordens que vinham de cima. Uma conduta ordeira, regida por regras estabelecidas, produz resultados positivos por parte de qualquer grupo de pessoas. As empresas também precisam de estabelecer boas práticas a fim de assegurar que os funcionários seguem directrizes que honrem a companhia e que servem adequadamente os clientes.

Enquanto golfista ávido, reconheço o propósito das regras existentes para o jogo que tanto amo. Todos os desportos organizados têm regras por uma razão: se não houvesse limites, instalar-se-ia o caos; os jogadores aproveitar-se-iam de tudo o que quisessem fazer. Sem regras adequadas e apropriadas, o resultado seria uma anarquia competitiva.

Acredito que seja este o problema com toda a revolta cultural que temos observado nos últimos anos. Muitas pessoas inventam as regras ao longo da vida e fazem aquilo que sentem estar certo aos seus próprios olhos. Na verdade, é isso que o Antigo Testamento nos diz. Em Juízes 2:10-11, lemos: «E foi, também, congregada toda aquela geração aos seus pais, e outra geração após deles se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tão-pouco a obra que fizera a Israel. Então fizeram os filhos de Israel o que parecia mal aos olhos do Senhor; e serviram os baalins.»

Agora, permita-me sugerir que abordemos isto a partir de um ângulo diferente. Em vez de avaliarmos a culpa, prefiro oferecer aquilo que sinto ser o antídoto para esta pandemia espiritual crescente. Aqueles de nós que têm um relacionamento pessoal com o nosso Pai Celestial por meio de Jesus Cristo são capazes de se apropriar da Sua vida espiritualmente, através do Espírito Santo, que vive em nós. Precisamos de clamar ao Senhor para que nos encha com o Seu Espírito e nos dê o discernimento necessário para que adoptemos as acções apropriadas a fim de nos assegurarmos de que a mensagem divina de paz e esperança é comunicada eficazmente, permeando o coração daqueles que estão à nossa volta.

Dentro deste contexto de procurarmos viver uma vida contracultura que honre a Deus, penso nas palavras escritas pelo apóstolo Paulo em Colossenses 3:15-17: «E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados num corpo, domine nos vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça no vosso coração. E, quanto fizerdes, por palavra ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.»

Precisamos de nos agarrar firmemente àquilo que sabemos ser verdadeiro e correcto, firmes com sabedoria na graça que nos foi outorgada pelo nosso Senhor. Então, poderemos orar por cura e restauração da nossa cultura e do nosso povo, incluindo dos homens e das mulheres que encontramos todos os dias no mercado de trabalho.

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“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Romanos 12:1-2

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.