{ reflexão semanal }

Newsletter nº35 / 2020

Tempo de «Reiniciar» a Abordagem ao Trabalho

por Robert J. Tamasy

Sou decididamente uma pessoa não tecnológica — isto é, não compreendo os «quês» e «porquês» da tecnologia de computadores. Tenho uma estratégia simples para quando o meu computador não está a funcionar bem: desligo-o e ligo-o novamente para «reiniciar» o sistema e o software. Na maioria das vezes, funciona, repondo as coisas de modo a funcionarem bem — mesmo que eu não perceba porquê.

Quando a pandemia da COVID-19 surgiu e começou a espalhar-se por todo o mundo, quase todos nós fomos afectados de várias formas. As nossas rotinas e os nossos horários de trabalho foram interrompidos. Muitos deram por si temporariamente dispensados do trabalho ou a aprender a trabalhar a partir de casa. Muitas pessoas sofreram dificuldades financeiras devido a reduções salariais ou mesmo à falta de qualquer rendimento.

Tal adversidade global foi sem precedentes e inesperada, mas, tal como o meu computador, quando as coisas não funcionam como é normal, talvez seja um sinal de que é tempo de «reiniciar» — desligar tudo e começar de novo. Ocorreu-me que, para aqueles que seguem a Jesus Cristo no mercado de trabalho, pode ter chegado o momento de reconsiderar a nossa abordagem às nossas vocações. Quais são os nossos motivos, propósitos e objectivos?

Efésios 2:10 declara: «Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.» E I Coríntios 3:9 afirma: «Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.» Sendo isto verdade, como é que o vamos aplicar na prática? Penso que alguns excertos de outra passagem, II Coríntios 5:14-20, nos esclarecem:

«Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram; e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. […] E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo, por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.»

Há muito para aprendermos com esta passagem, mas um tema central é: já que Cristo morreu no nosso lugar e nos reconciliou com Deus, somos chamados a representá-Lo diante dos outros — incluindo aqueles com quem nos encontramos diariamente no mercado de trabalho — como Seus embaixadores. Aqui estão alguns pontos importantes que devemos considerar enquanto temos este tempo para «reiniciar»:

Somos feitura de Deus. Cada um de nós é único, com uma combinação de dons, talentos, experiências e paixões, diferentes de qualquer outra pessoa. Espera-se que usemos tudo isso para a glória de Deus.

Somos “Sua lavoura e edifício”. Inúmeras pessoas ao nosso redor, em escritórios, lojas e fábricas, precisam de ouvir a mensagem de reconciliação de Jesus Cristo. O facto de que aprouve a Deus colocar-nos onde estamos é uma prova de que Ele quer que O representemos nesse lugar.

Somos embaixadores do Senhor. Um embaixador não procura cumprir a sua própria agenda, mas sim as metas e os propósitos daqueles que representa. De igual modo, no mercado de trabalho, somos chamados a servir e a representar o nosso Senhor, por meio das nossas acções e das nossas palavras.

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“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:10

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.