{ reflexão semanal }

Newsletter nº19/2021

Talvez Seja Tempo de Reconsiderar os Resultados

por Jim Langley

Os profissionais do ramo empresarial gostam, obviamente, de melhorar os resultados. Se o leitor trabalha para terceiros, é possível que tenha de lidar com certas análises de desempenho. Até mesmo os altos executivos são analisados pelos directores e estão sujeitos ao escrutínio dos grandes accionistas. E os resultados costumam ser um elemento importante dessas avaliações.

Em muitas áreas da vida, damos grande ênfase à melhoria dos resultados. Seja nos negócios, no desporto ou onde quer que participemos, é natural que queiramos ser reconhecidos pelo nosso bom desempenho. Sabe bem atingir metas pessoais e empresariais, e estabelecer novos objectivos. Não há nada de errado em esforçarmo-nos para atingir essas metas, mas quais são as consequências de dar demasiada ênfase à meta em si?

Eu também me tenho esforçado para atingir metas profissionais e pessoais, mas, ao longo dos anos, tenho vindo a descobrir que as coisas mudaram. Hoje, o resultado que mais me importa é o que diz respeito ao meu relacionamento com o meu Pai Celeste.

O Livro de Eclesiastes aborda este dilema ao longo dos seus primeiros 11 capítulos. O rei Salomão — ou «o Pregador», que é o modo como ele se refere a si próprio no livro — apresenta uma avaliação emocionante das nossas vidas «debaixo do sol» (que é o que ele chama à existência terrena). Diz constantemente que esforçarmo-nos para melhorar os resultados — para alcançarmos e experimentarmos cada vez mais — é «correr atrás do vento». Eu chamar-lhe-ia uma existência vã e egocêntrica.

No capítulo final de Eclesiastes, Salomão muda de foco e ajuda-nos a ver aquilo a que poderíamos chamar de «panorama geral»: que a vida é mais do que a busca implacável por mais e melhor. Ele sugere trazer Deus para dentro da equação, de forma a desenvolvermos uma perspectiva clara e a desfrutar da jornada da vida de um modo novo, mais profundo e mais significativo.

Salomão encerra o seu livro com as seguintes palavras de sabedoria: «De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há-de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.» (Eclesiastes 12:13-14). Está a ver? Seja bom ou mau, Deus trará tudo a julgamento — o julgamento d’Ele, e não o nosso. A nossa tarefa é simplesmente cumprir o dever de todo o homem.

Ao longo dos meus mais de 30 anos como seguidor de Cristo, tenho vindo a compreender que este dever/responsabilidade consiste em obedecer ao Senhor e em fazer o melhor que puder para Lhe agradar e para amar os outros tanto quanto me seja possível. Também tenho descoberto que não consigo amar verdadeiramente os outros até que tenha aprendido a amar a Deus, e depois também a mim mesmo, com todas as minhas falhas e os meus defeitos.

Portanto, quando se trata de «resultados», reconheço agora que as minhas metas pessoais não têm assim tanta importância. Estou mais empenhado com o processo que Deus colocou perante mim. Como nos diz Romanos 12:2: «E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento […]».

Cada dia é um novo dia, e o meu desejo agora é agradar ao meu Pai Celeste e prestar atenção ao modo como Ele está a trabalhar na minha vida. Sim, continuo a estabelecer objectivos e, naturalmente, a acompanhar os resultados, mas estou mais preocupado com o meu relacionamento com Aquele que colocou este Mundo no eixo e criou tudo o que temos para experimentar durante o nosso curto período de tempo aqui na Terra. Isto é apenas o início de um relacionamento profundo e eterno com o nosso Criador.

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“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há-de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” Eclesiastes 12:13-1

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.