{ reflexão semanal }

Newsletter nº13/2021

Que a Ida ao Tribunal Seja o Último Recurso

por Jim Mathis

No século XXI, a América detém uma distinção duvidosa: tornou-se conhecida por gerar mais processos do que qualquer outra sociedade que já tenha existido. Isto é evidente pela quantidade de anúncios na televisão, na rádio e em cartazes a promover agressivamente escritórios de advogados em busca de novos clientes. Algumas pessoas dizem que o problema é a existência de advogados a mais, todos ansiosos por se envolverem nalgum litígio. No entanto, o número de advogados não é o problema central. A questão subjacente é o grande número de pessoas que não estão dispostas a trabalhar numa solução amigável nem a resolver o assunto fora dos tribunais. Pelo contrário, insistem em que as coisas sejam feitas à sua maneira, preferindo processar quando não recebem aquilo que pensam merecer.

Jesus Cristo abordou este assunto numa passagem a que se costuma chamar o «Sermão do Monte». Em poucas centenas de palavras, conforme relatado em Mateus 5—7, Jesus explicou o que significa ser Seu discípulo — Seu aluno e seguidor. Em linguagem clara e concisa, Jesus explica como viver de forma a honrá-Lo e a confiar no poder que recebemos quando depositamos n’Ele a nossa confiança.

Jesus fala primeiro a respeito dos benefícios da generosidade e dos malefícios da ganância. Ele fala sobre assassinato e adultério, sobre o poder de perdoar e de não procurar vingança, e sobre não estarmos ansiosos nem preocupados. Faz afirmações radicais a respeito de amar, e não odiar, os nossos inimigos.

Acerca da inclinação para ir a tribunal resolver conflitos, Ele disse: «Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.» (Mateus 5:25). Por outras palavras, devemos resolver as disputas com outras pessoas sem termos de confiar nos órgãos governamentais para que nos apresentem soluções jurídicas.

Isto explica o motivo de Jesus ter incluído este assunto no Sermão do Monte. Insere-se dentro do contexto de perdão e humildade, e de não procurarmos vingança contra actos que consideremos errados. Damos por nós frequentemente inclinados a exigir que se façam as coisas à nossa maneira, não nos dispondo a ouvir os outros nem a negociar um acordo que seja aceitável para todos.

Outra razão para evitarmos ir a tribunal é evitar que o resultado nos seja contrário. Como diz Provérbios 25:8: «Não te apresses a litigar, para depois, ao fim, não saberes o que hás-de fazer, podendo-te envergonhar o teu próximo.»

Quando entrei no mundo dos negócios, há quase 50 anos, tinha alguns objectivos principais. Um era ser totalmente honesto e nunca fazer coisa alguma que fosse contrária à ética ou à lei. Outro objectivo era tentar resolver todas as disputas sem nunca ter de processar alguém, e também evitar ser processado. Até agora, tudo bem.

O perdão genuíno pode, é certo, envolver uma perda financeira temporária no nosso balanço. Passei por isso algumas vezes. No entanto, perdoar os outros por erros que tenham cometido também pode proporcionar-nos liberdade e libertação da raiva e da amargura que poderiam afligir-nos por muito tempo.

Isto não quer dizer que não devamos procurar uma resolução apropriada para os nossos conflitos. Jesus propôs uma abordagem alternativa: «Ora, se o teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste o teu irmão; mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda a palavra seja confirmada.» (Mateus 18:15-16). Adoptar estas medidas pode ajudar a economizar muito tempo e dinheiro — e ainda curar relacionamentos rompidos.

Partilha esta Reflexão

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on email
“Não te apresses a litigar, para depois, ao fim, não saberes o que hás-de fazer, podendo-te envergonhar o teu próximo.” Provérbios 25:8

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.