{ reflexão semanal }

Newsletter nº30/2021

Quando só o Talento não Chega

por Robert J. Tamasy

Vemo-lo no mundo desportivo a toda a hora. Uma equipa aparentemente mais talentosa a perder, por vezes até totalmente dominada por um adversário menos talentoso. Este é um tema comum nos filmes sobre desporto, uma espécie de reedição da história de David e Golias, o mais desfavorecido a prevalecer sobre o favorito — só que com bolas de futebol, de basebol, de basquetebol e de hóquei, em vez de pedras, espadas e lanças.

Mas este fenómeno não é exclusivo das competições desportivas. Vemos isto também noutras áreas da vida, incluindo no mundo empresarial e profissional. Um vendedor, com todas as capacidades naturais que alguém poderia pedir, a ver um rival menos talentoso e até menos experiente ganhar um contrato importante. Ou uma empresa que parecia ter todas as vantagens a ser ultrapassada por um concorrente mais pequeno, mas ferozmente determinado. Como é que isto acontece?

O orador e consultor motivacional Tim Kight pode ter a resposta, mesmo que seja simples: «A disciplina vence o talento, quando falta disciplina ao talento.»

Muitas pessoas possuem a «matéria-prima», coisas como inteligência, habilidade e talento inatos, educação, e formação profissional. Muitas vezes, porém, estas não são suficientes para garantir o sucesso. É aí que a disciplina entra na equação. No mundo desportivo, isto inclui longos períodos de prática, treino muscular, inúmeras horas a estudar as regras do jogo, ver filmes sobre o próprio desempenho, bem como sobre o dos próximos adversários, investindo o esforço extra necessário para se destacar.

A aparência da disciplina no mercado de trabalho depende do campo específico da actividade, mas, no final, o aspecto é sempre o mesmo — trabalho árduo, tempo investido, preparação minuciosa, e disposição de receber e acolher críticas construtivas. Nem todos estão dispostos a fazer estas coisas, e é por isso que, como diz Kight, a disciplina vence o talento quando falta disciplina ao talento.

A disciplina é um ingrediente chave para o crescimento espiritual, para se tornar a pessoa que Deus pretende que cada um de nós se torne — mesmo no local de trabalho. Tenha em conta o seguinte:

A disciplina normalmente não é divertida. Quando foi a última vez que viu alguém a treinar para uma maratona ou um evento de triatlo e que estivesse sempre a sorrir? Raramente, porque, mesmo sendo necessário, o treino rigoroso não é isento de dificuldades. «Toda a disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; depois, no entanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.» (Hebreus 12:11 [ARA]).

A disciplina aponta-nos na direcção certa. Os líderes mais eficazes são aqueles que demonstram disciplina na sua própria conduta e hábitos de trabalho, dando exemplos fortes e positivos para aqueles que os seguem. «Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros.» (Provérbios 10:17 [NVI]).

A disciplina sob a forma de correcção melhora o desempenho. «Nenhum de nós é tão inteligente como todos nós (juntos)», diz um provérbio. A disciplina de receber de boa vontade a correcção pode ajudar a transformar um bom executante num excelente executante. «O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.» (Provérbios 15:32 [ARA]).

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“Toda a disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; depois, no entanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” Hebreus 12:11

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.