{ reflexão semanal }

Newsletter nº38 / 2020

Quando a Vida nos Força a Entrar no Mode “Pausa”

por Jim Langley

Sabe aquele botão de «Pausa» que temos na televisão ou nos vídeos que vemos no computador ou no smartphone? Às vezes, a vida carrega-nos no botão de «Pausa», quer queiramos quer não. Normalmente, não queremos. Mas eu tenho aprendido que, quando isso acontece, cria uma oportunidade única para retrocedermos e avaliarmos onde estivemos, onde estamos agora e para onde vamos — ou, pelo menos, para onde pensamos que vamos.
Mesmo as pausas não planeadas e inconvenientes podem ter um propósito que valha a pena, se prestarmos atenção. É muito fácil deixarmo-nos apanhar pela correria deste mundo e perdermos de vista o que realmente importa. Isto não quer dizer que a maior parte da vida seja irrelevante, mas que é, muitas vezes, menos importante do que pensávamos, quando olhamos para o quadro geral.

Talvez a pausa mais significativa da minha vida tenha ocorrido há muitos anos, quando passei quatro dias numa Unidade de Cuidados Intensivos, depois de ter contraído uma pneumonia dupla. Felizmente, o meu médico convenceu-me a ir para o hospital antes que me tornasse uma estatística. Com ambos os pulmões parcialmente cheios de fluido, eu era uma bomba-relógio ambulante. Aquela curta estadia no hospital, não só me deu tempo necessário para me curar e recuperar, mas também me permitiu fazer uma pausa, reflectir sobre as minhas prioridades e fazer os ajustes necessários.

Ao longo do livro de Salmos, a palavra «Selah» aparece com frequência. Trata-se de uma palavra hebraica, aparentemente usada como indicação musical pelos músicos ou pelos autores das letras, que fazia com que os leitores ou cantores parassem e reflectissem sobre o que tinha acabado de ser apresentado. Esta indicação musical também se encontra três vezes no livro de Habacuque, que fala da grandeza de Deus desde os primeiros dias da Humanidade. O profeta desafia-nos a pensar na bondade do Deus do Universo e a aprender a confiar implicitamente n’Ele.

Outro dos meus momentos de pausa foi ter passado 18 meses numa zona de combate. Embora eu não estivesse perto de Deus nessa altura, olhando em retrospectiva, tenho vindo a aperceber-me de como aquele tempo serviu para me moldar e me fortalecer. Olhando em retrospectiva, posso ver como Deus esteve sempre presente, sempre a guardar-me, mesmo quando eu não prestava atenção.

Tal como os nossos aparelhos electrónicos e softwares incluem a possibilidade de fazermos pausa para controlarmos o ritmo a que vemos ou ouvimos alguma coisa, Deus usa frequentemente um «botão de pausa» divino neste mundo em que vivemos. Talvez para si as restrições impostas pela COVID-19 tenham servido esse propósito. Ao continuarmos a lidar com a pandemia actual, podemos encontrar grande consolo em saber que o nosso Deus Todo-Poderoso é soberano, e em nada se surpreende nem se preocupa. Mesmo que não o reconheçamos, ele utiliza as circunstâncias para nos fazer navegar por águas desconhecidas.

Tenho descoberto que o Salmo 46 nos ensina isto. Nos primeiros três versículos, lemos: «Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia — pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza (Selah).» Depois desta pausa, lemos, mais adiante: «Vinde, contemplai as obras do Senhor, que desolações tem feito na Terra! Ele faz cessar as guerras até ao fim da Terra: quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a Terra.” O Senhor dos Exércitos está connosco; o Deus de Jacob é o nosso refúgio.» (Salmos 46:8-11).

Isto quer dizer que podemos confiar em Deus, não apenas para trazer pausas às nossas vidas, mas também para estar presente durante os tempos de necessidade. Sejam quais forem os desafios que esteja a enfrentar hoje, considere estas palavras quando procurar força e encorajamento.

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“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia — pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza (Selah).” Salmos 46:1-3

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.