{ reflexão semanal }

Newsletter nº31/2021

Porque é que Faço o que Faço? Uma Pergunta que Todos Devem Fazer

por William Klumpp

“Estás muito bem”, disse-me o meu treinador de atletismo do liceu. “Se não corresses tanto tempo no mesmo sítio…”. Esta era a sua forma de dizer que eu não era um corredor muito rápido. O meu estilo de corrida era como o do homem sentado numa cadeira de baloiço: havia muita actividade, mas não muito progresso.

De certa forma, isto pode ser uma metáfora para a nossa vida pessoal e profissional. Podemos estar sempre em movimento, muito ocupados, mas o que é que conseguimos? Se honestamente concluímos que conseguimos muito pouco, porque continuamos a fazer o que fazemos? Podemos parecer bem – mas mostrar pouco progresso.

Muitos de nós começamos, idealisticamente, a fazer algo que sentíamos que daria sentido às nossas vidas, mas por vezes ficámos desiludidos. Sendo um piloto veterano da Marinha dos EUA, observei pessoas bem a começarem as suas carreiras militares e a terem esta experiência. Especialmente se passavam tempo no campo de batalha. As realidades da guerra podem levar à desilusão, e a consequente perda de propósito pode mesmo contribuir para o que ficou conhecido como TSPT – Transtorno de Stress Pós-Traumático.

Esta mesma desilusão pode também ser sofrida por aqueles que se dedicam a outras actividades importantes, tais como a política e o local de trabalho. Trabalhamos arduamente, esforçando-nos por fazer a diferença no mundo à nossa volta, mas o que acontece quando parecemos estar bem e depois descobrimos que estamos a correr há demasiado tempo no mesmo sítio?

Todos querem que a sua vida conte para alguma coisa, e todos nós desejamos viver uma vida com sentido. Penso frequentemente no que o cientista francês Blaise Pascal referiu como o “vazio em forma de Deus” que existe no coração de cada homem – um vazio que só o Senhor pode preencher. O autor e orador John Maxwell fala de outro “vazio”: o vazio em tamanho real dentro do coração de cada um que só uma missão de vida claramente definida pode preencher.

Nos últimos anos tenho estudado a vida do Rei Salomão, que ficou conhecido como o homem mais sábio que alguma vez viveu. Filho de David e terceiro rei de Israel, ele reinou durante o século X a.C. Tendo governado durante a era dourada de Israel, as suas realizações foram absolutamente espantosas. No entanto, apesar de tudo o que realizou, a conclusão a que Salomão chega, expressa perto do fim da sua vida e registada inúmeras vezes no seu Livro do Eclesiastes, foi “tudo é vaidade”. Outra tradução afirma, “tudo é sem sentido”.

Ao examinar a vida de Salomão e tudo o que ele fez, não posso deixar de perguntar: “Como poderia alguém que começou tão bem e fez tanto chegar ao fim da sua vida e concluir que todas as coisas que fez não tinham sentido? A conclusão de Salomão de que “tudo é vaidade e aflição de espírito” (Eclesiastes 1:14) diz respeito a trabalhos feitos “debaixo do sol”. Basicamente, isso inclui tudo. Se não for possível encontrar um propósito significativo na vida “debaixo do sol”, isso sugere que devemos procurar um significado noutro lugar. Há alguns anos, depois ter chegado a uma conclusão semelhante sobre a minha vida, percebi que devemos olhar para os céus. Se queremos encontrar um verdadeiro sentido e propósito na vida, temos de olhar para o próprio Deus.

Joe Coggeshall, meu amigo de longa data e mentor, desafiou-me durante muitos anos a escrever uma “declaração de propósito de vida”. “As empresas bem sucedidas têm uma declaração de propósito ou missão”, dizia o Joe; “então porque é que tu não tens?” Finalmente levei a peito o seu desafio e descobri que o meu propósito de vida escrito se tornou uma bússola que me permite renunciar ao bom em nome da procura do melhor.

Então, qual é o teu objectivo e porque é que fazes o que fazes? Tens um propósito ou uma declaração de missão para a tua vida? Se não tens, porque não?

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“Dei-me conta de que tudo aquilo que se faz neste mundo é realmente ilusão, é correr atrás do vento.” Eclesiastes 1:14

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.