{ reflexão semanal }

Newsletter nº34/2021

O PODER DESTRUITIVO DOS CIÚMES

por Rick Boxx

Ciúme. Uma das definições desta palavra no dicionário é: «ressentimento contra alguém causado pela rivalidade, pelo sucesso ou pela vantagem dessa pessoa, ou contra o próprio sucesso ou a própria vantagem dessa pessoa […] sentimento, disposição, estado ou ânimo ciumento». Isto é alguma coisa pela qual já tenha passado?

O ciúme é primo chegado da inveja, que é definida como «uma emoção que ocorre quando um indivíduo não tem uma qualidade superior, uma proeza ou uma posse de outra pessoa e quer tê-la ou deseja que a outra pessoa não a tenha». Encontra algum benefício decorrente de se ter ciúmes ou inveja de outra pessoa? Seria difícil encontrar um, mas estes sentimentos e estas atitudes são comuns no mercado de trabalho.

Há alguns anos, lutei com um sentimento de ciúmes. Ao ver uma organização do mesmo ramo a florescer, descobri que estava com inveja do seu sucesso rápido. Mesmo que tentasse ignorá-la, vinham à minha mente perguntas como: «Porque é que a organização dele está a ter melhores resultados que a minha?» ou: «O que é que ele tem para oferecer que eu não tenha?».

Tomei consciência de que este modo de pensar era improdutivo e de que, se não fosse corrigido, podia tornar-se destrutivo. Assim, depois de um exame de consciência e oração, pedi a Deus para me perdoar. Fi-lo em parte porque, intencionalmente ou não, estava a sentir-me ressentido com Deus por Ele não me dar a mesma medida de sucesso e de conquistas. As minhas orações de arrependimento também me predispuseram a pedir perdão ao meu concorrente.

Resultado? Senti-me como se um tremendo peso tivesse sido retirado de cima de mim, deixando-me livre para desfrutar do meu próprio nível de sucesso, sem o comparar com o de outra pessoa. Isto permitiu-me dirigir o foco para a advertência de Eclesiastes 9:10, que diz: «Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças […]», sem ficar a olhar sobre o ombro para ver o que as outras pessoas estavam a fazer.

Com a franqueza que lhe é típica, a Bíblia apresenta-nos muitos exemplos de ciúmes — indivíduos que se ressentiram contra o seu irmão, amigo ou rival que parecia mais valorizado ou abençoado do que eles próprios. Em Génesis, por exemplo, lemos acerca dos irmãos de José, que tiveram ciúmes do favoritismo do pai para com ele, de tal modo que acabaram por vendê-lo como escravo.

Os israelitas lutaram muito com isto. Em Números, lemos sobre Josué, ajudante de Moisés, que ouve falar de outros líderes que de repente estavam a profetizar, coisa que só Moisés fizera anteriormente, e a queixar-se. Encontramos a resposta do líder israelita em Números 11:29: «Porém Moisés lhe disse: “Tens tu ciúmes por mim? Oxalá que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu espírito!”»

O apóstolo Paulo neutralizou rapidamente uma situação que envolvia ciúmes e conflitos na antiga igreja de Corinto, colocando as coisas sob a perspectiva correcta: «Porque, dizendo um: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, […] quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros, pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento […] Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.» (I Coríntios 3:4-9).

Tanto Moisés quanto Paulo sabiam que o ciúme era infrutífero. Compete só a Deus determinar que talentos e oportunidades é que cada pessoa deve receber. O nosso trabalho consiste em focarmo-nos no modo de usar aquilo que nós recebemos. Se formos fiéis nisto e não ficarmos a comparar o nosso sucesso com o dos outros, teremos a paz e a alegria em que o Senhor quer que vivamos ao desempenharmos as nossas responsabilidades profissionais quotidianas.

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“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças […]” Eclesiastes 9:10

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