{ reflexão semanal }

Newsletter nº16/2021

Exercer a Profissão com Paixão

por Robert J. Tamasy

Muitos de nós gastam 40 horas ou mais semanalmente no trabalho, seja num escritório tradicional, em viagem entre cidades ou, cada vez mais, em casa. O «teletrabalho», como se costuma dizer, deixou de ser uma raridade e passou a ser frequente, especialmente com as restrições relativas à pandemia. Mas, independentemente do local de trabalho, há uma triste realidade: muitas pessoas se sentem absolutamente infelizes.

Talvez isto aconteça por irmos para o trabalho com a mentalidade errada. Podemos ver o trabalho apenas como um meio de ganharmos dinheiro para pagarmos as contas. Ou podemos vê-lo como uma inconveniência necessária enquanto procuramos posições mais proeminentes ou tentamos melhorar o currículo para nos qualificarmos para um emprego melhor.

Isto podem ser sintomas de um problema muito simples: falta-nos paixão pelo nosso trabalho. Não temos visão sobre a diferença que podemos fazer desempenhando até mesmo as tarefas mais servis. A solução poderá consistir em dar um passo atrás e reavaliar o que fazemos, o motivo de o fazermos e o modo como o fazemos.

O Dr. Martin Luther King Jr. foi, muito correctamente, reconhecido pelo seu trabalho na área dos direitos civis. Mas ele também era capaz de inspirar os seus ouvintes a começarem a olhar para além de si mesmos, esforçando-se por estabelecer padrões mais elevados para si e para suas vidas. Em 1967, ao falar para jovens numa escola secundária em Filadélfia, no estado norte-americano da Pensilvânia, ele desafiou-os a considerar: «Qual é o vosso projecto de vida?» Houve uma afirmação particularmente memorável que ele fez naquele discurso:

«Se te couber que sejas varredor de ruas, varre as ruas como Miguel Ângelo pintava quadros. Varre as ruas como Beethoven compunha músicas. […] Varre as ruas como Shakespeare escrevia poemas. Varre as ruas tão bem, a ponto de que todas as potestades dos Céus e da Terra tenham de parar e dizer: “Aqui viveu um grande varredor de ruas que desempenhou bem o seu trabalho.”»

As Escrituras dizem-nos que uma motivação assim deve ser a regra, e não a excepção:

Não só o que faz, mas também para quem o faz. Desempenhar bem o seu trabalho o suficiente para satisfazer o seu chefe humano ou ganhar uma promoção ou um bónus pode ser motivador, mas imagine estar «a fazer uma tarefa» para Deus! «E, quanto fizerdes, por palavra ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. […] E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança […]» (Colossenses 3:17,23-24).

Trabalhe com afinco enquanto conseguir fazê-lo. No início da carreira, parece que teremos todo o tempo do mundo para alcançarmos tudo o que tivermos definido. Mas, à medida que envelhecemos, apercebemo-nos de que o nosso tempo é limitado, bem como a nossa força e a nossa resistência. As oportunidades para deixarmos a nossa marca começam a minguar. «Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque, na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.» (Eclesiastes 9:10).

O esforço diligente é geralmente reconhecido e recompensado.Quando as pessoas vêem o entusiasmo e a paixão com que exercemos o nosso trabalho, isso chama a atenção. O nosso trabalho pode falar por si mesmo, levando-nos a maiores responsabilidades. «Viste a um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto: não será posto perante os de baixa sorte.» (Provérbios 22:29).

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“E, quanto fizerdes, por palavra ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. […] E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança […]” Colossenses 3:17,23-24

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.