{ reflexão semanal }

Newsletter nº10/2024

Considerações Antes de Fechar um Negócio

por Rick Boxx

Todos nós poderíamos pensar que seguir os elevados padrões bíblicos no tocante aos negócios resultasse sempre em sucesso, mas isso não condiz com a realidade. É especialmente frustrante quando pessoas sem ética e sem escrúpulos parecem prosperar enquanto nós nos esforçamos por fazer o que é correto. Este enigma é tão antigo como a história. Na Bíblia, um salmista chamado Asafe, também estava a ter problemas para aceitar porque as pessoas maléficas à sua volta estavam a dar-se tão bem enquanto ele se debatia vida fora. Escreveu: “Quando tentei compreender tudo isto, achei muito difícil para mim, até que entrei no santuário de Deus, e então compreendi o destino dos ímpios.” (Salmos 73:16-17).

Isto torna-se uma preocupação particular quando pessoas de fé, comprometidas com os valores e princípios bíblicos precisam de se confrontar com a possibilidade de encerrar o seu negócio apesar dos seus melhores esforços, orações e confiança na provisão de Deus. Por vezes, isso é necessário. No entanto, decidir se e quando é necessário fechar um empreendimento é sempre difícil. Antes de o fazer, diversos fatores devem ser ponderados. Aqui estão alguns deles:

Um fator é o tempo – o período empregue para manter o seu negócio a funcionar. Já aconselhei empreiteiros que remodelavam casas e que poderiam estar a ganhar 30,00 dólares por hora como carpinteiros. Em vez disso, devido a erros comuns nos negócios, estavam a trabalhar 70 horas por semana. Dividindo o que ganhavam pelas horas passadas no trabalho, estavam essencialmente a pagar a si próprios menos do que um salário mínimo.

O tempo é valioso e deve ser remunerado de forma adequada. Se tal não for possível com o seu negócio atual, a melhor opção talvez seja encerrar as atividades. Como Eclesiastes 3:1-2 sabiamente observa, “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou.”

Outra consideração é o talento. Quando tinha 25 anos, era contabilista e perito em gestão financeira. Mas, em busca de dinheiro e querendo ser empresário, decidi abrir uma agência de aluguer de carros usados. Num dia de inverno, com a temperatura exterior abaixo de zero, os motores de poucos dos meus carros iriam funcionar. Aquele dia ajudou-me a compreender o quanto eu odiava aquele negócio – e que os meus talentos estavam a ser utilizados de forma errada.

“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” (Efésios 2:10). Deus criou cada um de nós com talentos únicos. Se os seus não estão a ser empregados no seu negócio, esta pode ser mais uma razão pela qual deve considerar o encerramento.

A terceira consideração é a riqueza. Merece ser pago adequadamente pelo tempo que trabalha no seu negócio. Por exemplo: Jim deixou um emprego que lhe pagava 100 mil dólares por ano e investiu 200 mil dólares para iniciar um novo empreendimento. No entanto, a empresa nunca foi capaz de gerar rendimentos suficientes para devolver qualquer parcela do seu investimento original de 200 mil dólares, tornando-se imprudente continuar. Jesus disse: “Assim, se não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem vos confiará as verdadeiras riquezas?” (Lucas 16:11).

Num cenário diferente, Travis estava a liderar um negócio durante um período de declínio significativo da indústria. Quando terminar as atividades parecia ser a única opção viável, Travis ofereceu-se surpreendentemente para comprar a companhia pessoalmente. A sua decisão parecia insensata, mas Deus confirmava continuamente a decisão. A mulher de Travis juntou-se à companhia tornando-se investidora. Juntos tornaram a empresa lucrativa. “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os Meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:9). O raciocínio lógico apontava para o encerramento da companhia, mas as ideias de Deus eram bem diferentes.

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“Assim, se não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem vos confiará as verdadeiras riquezas?” (Lucas 16:11).

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