{ reflexão semanal }

Newsletter nº10/2021

Benefícios da Busca Pela Verdadeira Grandeza

por Rick Boxx

Como definiria «grandeza»? Ou, por outras palavras, o que é que é preciso para se alcançar a verdadeira grandeza no mundo empresarial e profissional?

Algumas pessoas associam grandeza à conquista de grandes quantidades de riquezas materiais. Outras diriam que, para se ser grande, é preciso atingir-se uma elevada posição ou grande fama dentro do campo de empreendimento. Para outros ainda, ser grande significa tornar-se objecto de artigos em publicações prestigiadas ou ser uma celebridade entrevistada em programas de televisão ou que apareça em anúncios a produtos de empresas.

Cada uma dessas coisas é uma forma distinta e significativa de medir altos graus de sucesso, mas será que traduzem verdadeiramente aquilo que é a grandeza? Muitas pessoas alcançaram tais níveis nas suas profissões, apenas para se perguntarem com remorso: «Não há mais nada além disto?» Deixe-me contar-lhe sobre alguém que conheço e que tem uma perspectiva muito diferente sobre a grandeza.

O Doug, empresário reformado, disse-me recentemente que acabava de voltar de uma viagem de pescaria de uma semana no Montana, nos Estados Unidos, juntamente com 10 homens mais novos. O Doug está na casa dos 70 anos, mas a maior parte do grupo era composta por homens na casa dos 40. Com tal disparidade de idades, porque é que alguém como o Doug haveria de dedicar tanto tempo a estes homens? Ele explicou: «Eu não gosto de pescar. Só apanhei cinco peixes durante toda a semana, mas já servi de mentor a muitos daqueles homens ao longo de vários anos. Para mim, é muito valioso vê-los a desfrutar momentos ao ar livre enquanto também estudamos a Bíblia.»

Enquanto mentor, o Doug está, não só a partilhar com aqueles homens as suas experiências e perspectivas pessoais, mas também a apontá-los para a fonte imutável e intemporal de verdade e sabedoria — a Palavra de Deus —, ajudando-os a perceber como é que ela se relaciona com cada área das suas vidas.

É claro que o Doug não precisa de fazer isto. Na qualidade de empresário reformado, ele poderia «descansar sobre os seus louros», isto é, gastar o seu tempo de lazer em passatempos e outros interesses aos quais não pôde dedicar-se enquanto trabalhava a tempo inteiro. Na realidade, ele está a dedicar-se a um interesse especial: o desejo de ajudar homens mais novos a desenvolverem a sua fé e a aprenderem a tornar-se servos do Senhor eficazes e frutíferos onde vivem e trabalham e, como II Coríntios 5:20 descreve, a tornar-se «embaixadores da parte de Cristo».

De certo modo, o Doug está a sacrificar o seu tempo. Mas ele não vê as coisas desse modo. Ele considera que é um privilégio muito especial ajudar os outros a aprender e a praticar os caminhos de Deus. E, neste processo, embora não reivindique isso para si mesmo, está a cumprir o que Jesus Cristo disse em Mateus 5:19: «[…] aquele, porém, que cumprir e ensinar [estes mandamentos] será chamado grande no Reino dos Céus.»

Ele está também a aplicar outro princípio que Jesus ensinou no Sermão do Monte, registado em Mateus 6:19-21: «Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no Céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.»

O sacrifício do Doug poderá conduzi-lo à grandeza no Reino. Melhor ainda, ele poderá levar alguns homens mais novos com ele. Em vez de procurar recompensas terrenas, ele mantém o foco naquilo a que Jesus chamou: «[…] fruto [que] permaneça […]» (João 15:16).

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“Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse a fazer o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus.” II Corintios 5:20

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.