{ reflexão semanal }

Newsletter nº32/2022

O CUSTO DESTRUTIVO DO ENGANO

por Rick Boxx

Quando comecei a minha carreira na banca, entre as minhas responsabilidades estava a investigação de fraudes bancárias. Um dos casos de fraude em que trabalhei dizia respeito ao presidente de um banco que aparentemente tinha decidido que o seu salário e os seus benefícios, embora consideráveis, não eram suficientes.

Para «corrigir» este problema, este executivo bancário de topo começou a apresentar falsos comprovativos de despesas com deslocações, alegando que ia de carro para a sede da empresa, quatro horas em cada sentido, várias vezes por mês. À medida que os seus hábitos de consumo continuavam a crescer, o mesmo acontecia com a sua fraude. O seu desejo insaciável por mais fez com que se tornasse mais agressivo com os seus falsos comprovativos de deslocação.

No entanto, como tantas vezes acontece, as acções fraudulentas deste executivo não poderiam ser escondidas para sempre. Um caixa do banco descobriu a fraude e denunciou as acções do presidente do banco, o qual foi detido, julgado em tribunal, condenado por fraude e enviado para a prisão.

Infelizmente, a prática de fraudes é comum — até mesmo desenfreada — nos dias que correm. Quer se trate do sector financeiro, da indústria, do comércio a retalho ou de qualquer outra área de actividade, há quem nunca esteja satisfeito com o que tem. Pessoas outrora tidas em alta consideração e que ocuparam posições de autoridade têm visto as suas vidas destruídas, por serem movidas por ganância, orgulho, inveja, ciúmes e outras motivações que a Bíblia define como «pecado».

Podemos aprender muito com as Escrituras sobre tais práticas, mediante avisos sobre as graves consequências que daí podem advir — não só para os indivíduos que cometem actos desonestos, mas também para as suas famílias e para muitos que confiaram e dependeram deles. Aqui ficam alguns exemplos:

Poder destrutivo da ganância insaciável. Quando o desejo não é controlado, a resposta à pergunta: «Quanto é que é suficiente?» é sempre: «Só mais um pouco.» «O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.» (Provérbios 27:20). «O que se dá à cobiça perturba a sua casa, mas o que aborrece o suborno viverá.» (Provérbios 15:27).

Recompensas temporárias com consequências permanentes. A fraude centra-se sempre em objectivos a curto prazo, ignorando a ruína a longo prazo que tal desonestidade pode causar — ao trabalho, à carreira, à reputação, à vida. «A fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento.» (Provérbios 13:11). «Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte.» (Provérbios 10:2).

Sabedoria na escolha do contentamento em vez do desejo por mais. Decidir estarmos satisfeitos com o que temos e resolver avançar na nossa carreira com integridade e elevados padrões éticos pode evitar dor e sofrimento inimagináveis. «Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada. Caso contrário, posso ter demasiado e renegar-te e dizer: “Quem é o Senhor?” Ou poderei tornar-me pobre e roubar, e assim desonrar o nome do meu Deus.» (Provérbios 30:8-9).

Consegue imaginar como deve ter sido para aquele presidente do banco, apanhado numa teia de mentiras e enganos, sabendo que a qualquer momento os seus actos de fraude poderiam ser expostos e a sua vida e tudo o que o rodeava poderiam ser destruídos? Aprendermos a disciplinar-nos a viver dentro dos nossos meios financeiros é mais lucrativo do que a desonestidade, com todas as suas potenciais penalizações.

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“Quanto é que é suficiente?» é sempre: «Só mais um pouco.» «O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.” Provérbios 27:20

Reflexões da Semana é um serviço da ASPEC – Associação de Profissionais e Empresários Cristãos, em colaboração com “CBMC International”. Para mais informações não hesite em contactar-nos.